segunda-feira, novembro 20, 2006

Peculiariedades...

É peculiar este título.... Da mesma forma que é peculiar este tipo, tudo na vida tem a sua peculiariedade. Cada um de nós é um cromo não repetido, de valor extra-galáctico, que viaja pela vida terrena à espera que algo se passe de bom para mais tarde recordar.
Posto isto, conto-vos em primeira mão que a maçaroca é um legume da família das alfaces, que por ventura serão mesmo grandes amigos, onde um alberga o outro sem qualquer menosprezo, apenas com o intuito de nada acontecer de mal, aquecem-se mutuamente e em muitos casos a própria alface faz a barba todas as semanas, só com o objectivo de que a maçaroca na arranhe os seus bagos de milho, naquela barba de 2 dias.
Encontram-se muitas vezes, trocam conversas de horas e disparam gargalhadas em todas as direcções, como que a apregoar no mercado a venda de potes chineses (vulgos...potes barrigudos).
Ao vislumbrar tais produtos de beleza superiormente intransponíveis, concluo que por vezes me encontro no centro do dilema, como quem diz: "tiro, não tiro, tiro, não tiro, tiro, não tiro...and so on..."
Mas penso... e penso muito, será que "esse" dia especial está para chegar? será que o salmão é um peixe? Ou melhor.... será que as lambidelas dos gatos podem fazer assim tantas cócegas?
Queria também acercar-me do tema "cagalhão", mas acho que não fica bem falarmos da nossa vida interior, da mesma forma que também não falo do pijama com um ursinho maroto, que vi algures numa galáxia bem perto de mim. Mas tenho de vos segredar algo de muito importante para moi mêmme. Adoro apertar as nádegas da sociedade, de sintonizar o rádio na estação que me apetece e se pudesse.... de me esconder dentro de uma alface, aí sim, ficaria bem mais melhormente fixe!
Que é como quem diz: "I lamb you, every fuckin day of my glory life, until me apetecer"

sábado, novembro 18, 2006

Retro Espectativas

Inda no outro dia me diziam: "Ah e tal, não-sei-quê, na volta inda começas a dizer que foi assim, ou o camandro, ou o catano ou o caneco"...como diziam os Uranianos.
Então lembrei-me.... Será que foi mesmo assim?....
Voltemos então ao início, ao beginning, ao Bing-Bang, onde tudo terá começado....ou não.
Era um belo dia de Outono...sim, de Outono, porque era nessa estação que estava situado, logo ali junto à estação do Metro da Amadora. Segundo constava, passavam exactamente 276 dias desde a última passagem de ano, ou melhor, tinha eu 12041 dias de vida, quando "I see the light", light essa, que não era de nenhuma lanterna, porque as lâmpadas de lanterna fundem-se muito facilmente e depois não há à venda em lado nenhum. O Sol brilhava já lá no cimo, como que a chamar por Sta. Marta, enquanto outros passavam pelos vermelhos dos semáforos, como de acepipes se tratassem. O coração palpitava de tanta emoção, ou melhor....quase morria de medo. A manhã passou e a tarde chegou, mas não chegou tarde. E eu ali, a vislumbrar qual caminho marítimo para a Índia, qual sereia dos mares não navegados, compacta e língua bifurcada (como quem diz.... foi forcada duas vezes, tipo...bandarilha). Tal miragem que se expõe vinda do Oceano, ainda com a água a escorrer pelo corpo e com aquele cheiro peculiar de quem cheira peculiarmente bem, tipo....fixe. Os corpos colaram-se, como se de dois ímans se tratassem. Os olhos entremostravam aquela sensação de bem estar...Nos cinemas os filmes iam correndo, como aviões a planar pelos céus (mas não em direcção ao Wold Trade Center).
Nos mercados e nas pracetas os carros paravam e de repente se embaciavam os vidros, como de magia se tratasse. No interior, ninguém sabe o que se passava....quer dizer...ninguém, não é bem assim. Há sempre alguém que sabe... Mas o mais estranho era o motivo de tal embaciação...seria devido à condensação do ar? Do suor? Do calor? Do frio? Que se lixe!
A procissão prosseguiu, carregada de boas esperanças, de promessas por cumprir, de segredos bem guardados, fechados num casulo imaginário, com duplo feixe eclair, (é assim que se escreve?).
À noite nas praias os casais passeavam, vendo a Lua bem alta, outros contavam anedotas, para passar o tempo. O tempo passava, o almoço já lá estava e a malta reclamava...O cozinheiro esqueceu o sal, o peixe parecia "Vianetta"...
No meio de tanta chuva o André teimava em enfeitiçar a malta com um escorpião, naquelas ruas sem nome, enquanto o Rogério e o David se deleitavam, quais drogados de primeira, viciados em botões de rádio, mas justos e sem qualquer discriminação, mais abaixo estava o umbigo da civilização que esperava a chegada de toda aquela gataria azul a ronrronar, enquanto os olhos fixavam todos os movimentos....esquerda...direita...esquerda....direita.
Adormeceram... e sonharam com ilhas, com pássaros ávidos, como um açor de olho bem aberto.
As mensagens que vinham pelo ar, dominavam aquele momento, aquele silêncio ruidoso e faziam sonhar qualquer um. A nostalgia chegava sempre à mesma hora, no escuro da noite. A distância aumentava virtiginosamente e as horas passavam....76, 75, 74.
Não podia esquecer o barulho proveniente, daquele local onde as sereias pernoitam, como se fosse um ranger de dentes, ou melhor.... a fricção provocada por metais, imitando o ruído cíclico do relógio, que corria, por vezes com pressa, outras, pacientemente agurdava a chegada do combóio com destino à Lua, enquanto na rádio ouvia-se "Love is in the air".
E foi assim que tudo começou...
Um dia provavelmente, os arautos da boa esperança relatarão o sucesso que foi a instalação das novas tecnologias, dos computadores, das imagens digitais, dos sons quadrifónicos.
Sim! Porque é o que se passa no Mundo, que me faz correr, me faz sonhar, suspirar, transpirar, ansiar, me faz amar tudo o que de bom me possa acontecer...e acontece porque assim o desejo.
Sejam felizes e façam alguém feliz.
Abreijos

De volta....por enquanto!


Pôi zé....há já umas horitas que não escrevia nada por aqui. Aproveito e aqui deixo umas fotos de mais um comes-e-bebes, algures num restaurante perto de si.
A minha vida anda muito agitada e por esse facto não tenho tido tempo nenhum para aqui editar uns textos. Aproveito agora que estou de "folga" para escrever qualquer coisa, do género coisaninhuma...
O Natal anda a rondar, e com ele o assalto final do ano à nossa carteira. É tempo de oferecer aquelas prendas repetidas de todos os anos....os chocolates, para as "amigas", as meias castanhas para o primo, os boxer's com "gajas" nuas para o mano, o novo cd do Luís Represas para aquele bacano que não curtes nada, (tipo...o mano da tua mulher), O cd da esganiçada da Floribela, para os putos ouvirem 345 vezes na noite de Natal e não nos deixarem conversar a noite toda, e por fim pôr malta toda a andar lá de casa (finalmente...). Tava a ver que nunca mais ia para a cama (sozinho, claro!).
Começa também o estágio para mais um "Reveillon". Lá vamos nós ao "LIDL" comprar daquele espumante manhoso, em caixas de 12, por 3.49€, e com oferta de uma lanterna de bolso, que por sinal não trás pilhas e já se encontra fundida( nunca entendi qual a razão de tal oferta...deve ser para no final procurarmos as rolhas, pois com o "Champagne" é de qualidade duvidosa e sobra sempre algum, que serve para temperar aqueles panados que sobraram do Natal paro o dia dos Reis.
E prontos....lá está mais um arraial montado, sempre sem esquecer o respectivo "Karaokee"
Abreijos, sejam felizes e façam alguém feliz.