
Como dizia o poeta:" A Saudade aperta-me o coração/ O vazio acompanha-me na solidão".
Este último fim-de-semana, fui até à terrinha, essa bela terrinha...
Por lá andei, e pensei. Por lá parei. Parei no cimo da serra e olhei...e vi o passado.
Vi as centenas de vezes que subi aquela encosta, com a malta lá da terra, de dia ou de noite. A bela febra que assávamos nos "Eucaliptos"; A Fonte do Homem; A gruta dos mosquitos e a outra que não sei o nome. À noite, com um gravador, ouvíamos aqueles sons da moda, que nos faziam sonhar, enquanto nos deitávamos no chão a olhar para as estrelas e a sentir aquele ventinho. E esperávamos... lá vinha o pão quente, transportado por aquele "bravo" que descia a serra de propósito para ir à padaria.
Vi as ínfimas horas que passámos a jogar à bola no adro da igreja, de manhã à noite.
Os banhos "amarelos" tomados na mata, ou em qualquer lagoa que resistia ao quente do verão. O lagoeiro, o Regatinho, a Pena...
O jogo da carica e os episódios hilariantes por que passamos.
Atirar laranjas aos carros, mas sem maldade. Ir às uvas, aos morangos, aos kiwis (lembram-se?)...Ir ao "Manel das bicicletas" artilhar a bicla e fugir de lá...eh!eh!
Saudades... Após 8 anos fora, ausente, imigrado, sinto vontade de voltar à minha terra. Como qualquer emigrante...irei voltar...
( A foto pode não ter grande qualidade, mas é Minde)